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Próximos à uma elei ção em que ou se escolhe manter a Democracia ou se entrega o país às marcas fascistas de nossa história, Maria Laurinda opta p or manter a poesia e a abertura para o sonho, para a imaginação e o inesperado. Confira.   PASSAGENS Setembro/2026 No Sertão a pedra não sabe lecionar, e se lecionasse, não ensinaria nada;  lá não se aprende a pedra: lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma João Cabral de Melo Neto Em todas as distopias e fascismos do século XX, há a proibição à leitura, o controle da Educação e do pensamento. Nas religiões temos uma devoção à palavra, mas muito facilmente essa devoção é à palavra instituída, à palavra já dada. Não à palavra aberta, à palavra do inesperado, à palavra poética.  Antonio Cândido, na contracorrente dessa tendência, propôs em um de seus ensaios, em 1988, o Direito à Literatura como um dos Direitos Fundamentais, considerando-o um bem indispensável para a formação crítica e para a humanização. Nestes t...

A partir de Oswald de Andrade. Memórias sentimentais de João Miramar

Fim da escala 6x1. Outro mundo é possível. M. Laurinda resgata a Terra Brasilis de Oswald de Andrade, guia irreverente para uma outra gramática do viver.   A PARTIR DE OSWALD DE ANDRADE MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMAR     Oswald foi escritor, poeta, ensaísta, jornalista. Crítico. Irreverente. Denunciou, várias vezes, o colonialismo de nossa literatura e a cópia das artes europeias. Desempenhou papel fundamental na busca de uma linguagem e identidade brasileiras que não deixasse de estar aberta ao movimento das vanguardas mundiais. Em seu Manifesto Antropofágico, inspirado explicitamente em Marx, Freud, Breton, Montaigne e Rousseau, propôs uma língua nacional diferente do português, dando lugar ao “erro criativo”; um erro que se soma ao canibalismo onde o colonizado come o colonizador tornando-se melhor, mais forte e criativamente brasileiro. Em tempos de retomada das análises dos efeitos do colonialismo, do racismo, da valorização da cultura dos p...