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Nas sombras da finitude acompanhada de Clarice Lispector em A paixão segundo G.H.

“O que acontece quando a gente perde o lado confiante de si? Quando o lado esquerdo — o inepto, o desorganizador — reivindica existência? Não se trata de entender. Trata-se de constatar. E de aceitar que os fantasmas, um dia, ganham corpo.” Inspirada, Maria Laurinda conversa com Clarice Lispector. Confiram.    NAS SOMBRAS DA FINITUDE [1]   ACOMPANHADA DE CLARICE LISPECTOR EM A PAIXÃO SEGUNDO G.H. M Laurinda r Sousa - Abril/2026 Aconteceu-me uma coisa que estou tentando entender. Aconteceu-me uma coisa que me lançou num modo de viver até então incompreensível. Não, não estou tentando entender. Não se trata de entender; simplesmente constatar. Eu vivia confiante no meu lado direito, como se ele, para o sempre, me garantisse a escalada confiante do viver. Eu, ilusoriamente, nada queria saber do lado incipiente, inepto, de mim; como se ele inexistisse em sua potência desorganizadora. Às vezes, quase num pesadelo, ele solicitava minha atenção, mas eu logo...

Um texto de gratidão e reconhecimento a Maria Auxiliadora Vidigal Cavalcanti de Souza – Pituca

"No final de março perdi uma amiga. Durante horas e horas perdi minha montagem humana. Não sei se terei uma outra para substituir a que perdi. Sei, também, que não se trata de substituir..." assim Laurinda começa seu lindo texto recheado pelas boas lembranças de seu convívio com Pituca. Confiram:     UM TEXTO DE GRATIDÃO E RECONHECIMENTO A MARIA AUXILIADORA VIDIGAL CAVALCANTI DE SOUZA – PITUCA. M. Laurinda R. Sousa Abril/2026 No final de março perdi uma amiga. Durante horas e horas perdi minha montagem humana. Não sei se terei uma outra para substituir a que perdi. Sei, também, que não se trata de substituir... Quando Gisela Haddad me sugeriu escrever sobre ela para o Blog,   pensei em   muitos caminhos; fragmentos de conversas, cenas das reuniões no Sedes, na casa dela, na minha, nos consultórios, nos encontros psicanalíticos, no grupo com Barbara Heliodora para ler Shakespeare, nas longas conversas sobre a vida, nas confidências da intimidade...

Pelo dia Internacional da Visibilidade Trans, 31 de março

Oggy e Luisa , ambos pessoas trans que colorem o Departamento de Psicanálise, nos lembram que suas existências têm nome, sobrenome, desejo, paixões.    PELO DIA INTERNACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS, 31 DE MARÇO, uma declaração ao mundo, à psicanálise, ao Sedes:   Nós existimos. Existimos nas múltiplas formas do ser, nas frestas, nas margens, nos centros que reinventamos.   Nós nos reencontramos, e, onde antes nos disseram “não”, inscrevemos o nosso “sim” como ato, como rasgo, como nascimento.   Nossa existência excede as bordas da metafísica clássica, transborda os enquadres da Psicanálise, e, ainda assim, a convoca a rever seus conceitos, a escutar seus silêncios, a se haver com aquilo que retorna: o recalcado que somos.   Somos aquilo que irrompe nos lugares onde o desejo foi interditado. Somos travessias, de ousadia, de reinvenção, de vida que insiste.   Luísa: flor de espinhos, travesti, atriz, psi...