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Um texto de gratidão e reconhecimento a Maria Auxiliadora Vidigal Cavalcanti de Souza – Pituca

"No final de março perdi uma amiga. Durante horas e horas perdi minha montagem humana. Não sei se terei uma outra para substituir a que perdi. Sei, também, que não se trata de substituir..." assim Laurinda começa seu lindo texto recheado pelas boas lembranças de seu convívio com Pituca. Confiram:     UM TEXTO DE GRATIDÃO E RECONHECIMENTO A MARIA AUXILIADORA VIDIGAL CAVALCANTI DE SOUZA – PITUCA. M. Laurinda R. Sousa Abril/2026 No final de março perdi uma amiga. Durante horas e horas perdi minha montagem humana. Não sei se terei uma outra para substituir a que perdi. Sei, também, que não se trata de substituir... Quando Gisela Haddad me sugeriu escrever sobre ela para o Blog,   pensei em   muitos caminhos; fragmentos de conversas, cenas das reuniões no Sedes, na casa dela, na minha, nos consultórios, nos encontros psicanalíticos, no grupo com Barbara Heliodora para ler Shakespeare, nas longas conversas sobre a vida, nas confidências da intimidade...

Pelo dia Internacional da Visibilidade Trans, 31 de março

Oggy e Luisa , ambos pessoas trans que colorem o Departamento de Psicanálise, nos lembram que suas existências têm nome, sobrenome, desejo, paixões.    PELO DIA INTERNACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS, 31 DE MARÇO, uma declaração ao mundo, à psicanálise, ao Sedes:   Nós existimos. Existimos nas múltiplas formas do ser, nas frestas, nas margens, nos centros que reinventamos.   Nós nos reencontramos, e, onde antes nos disseram “não”, inscrevemos o nosso “sim” como ato, como rasgo, como nascimento.   Nossa existência excede as bordas da metafísica clássica, transborda os enquadres da Psicanálise, e, ainda assim, a convoca a rever seus conceitos, a escutar seus silêncios, a se haver com aquilo que retorna: o recalcado que somos.   Somos aquilo que irrompe nos lugares onde o desejo foi interditado. Somos travessias, de ousadia, de reinvenção, de vida que insiste.   Luísa: flor de espinhos, travesti, atriz, psi...

Carta de Antígona a Ismênia

Em 2025 mais de 4 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil, a maior parte, mulheres negras. Em 2024, segundo a ONU, cerca de 50.000 mulheres e meninas foram mortas por parceiros ou familiares. Uma a cada 10 minutos. O lindo texto de Laurinda nos comove, nos convida a não esquecermos.   CARTA DE ANTÍGONA A ISMÊNIA M. Laurinda R. Sousa - Março/2026 Estamos no mês de março. Mês em que se reconheceu o Dia Internacional da Mulher. Mês em que escutamos vários protestos e denúncias sobre o feminicídio, o abuso e estupro de crianças e adolescentes. Os índices dessa violência são crescentes e alarmantes. No Brasil, dados indicam que 2025 foi o ano mais violento desde a tipificação do crime, em 2015, com um registro de mais de 4 assassinatos por dia, sendo que a maior parte foi de mulheres negras. Segundo dados da ONU, em 2024, cerca de 50.000 mulheres e meninas foram mortas por parceiros ou familiares; uma a cada 10 minutos. Desde tempos antigos...