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O luto e o Big Brother Brasil

Ligia Ungaretti discorre sobre a importância do luto ao analisar um episódio do Big Brother. Confiram:  O LUTO E O BIG BROTHER BRASIL Todo o meu tempo antes dedicado à televisão foi colonizado pelos streamings. Quase nunca vejo TV aberta. As notícias (que tenho) da programação dos grandes canais chegam através de cortes que as redes sociais me oferecem. Hoje me apareceu uma postagem do Tadeu, apresentador do Big Brother Brasil, contando para a Ana Paula, participante da 26 edição do programa, da morte de seu irmão. Os elogios ao corte mencionado são muitos e faço coro a eles. Foi tocante ver ambos se solidarizando pelo processo duro que os dois estão vivendo, podendo contar a própria história de dor, ainda que muito brevemente. Dito isso, arrisco falar aqui de um incômodo que senti assistindo a esse trecho do programa. Ana Paula perdeu o pai há poucos dias e, apesar da dor, decidiu permanecer no reality show, assim como Tadeu, que perdeu o irmão nessa semana e decid...

Nas sombras da finitude acompanhada de Clarice Lispector em A paixão segundo G.H.

“O que acontece quando a gente perde o lado confiante de si? Quando o lado esquerdo — o inepto, o desorganizador — reivindica existência? Não se trata de entender. Trata-se de constatar. E de aceitar que os fantasmas, um dia, ganham corpo.” Inspirada, Maria Laurinda conversa com Clarice Lispector. Confiram.    NAS SOMBRAS DA FINITUDE [1]   ACOMPANHADA DE CLARICE LISPECTOR EM A PAIXÃO SEGUNDO G.H. M Laurinda r Sousa - Abril/2026 Aconteceu-me uma coisa que estou tentando entender. Aconteceu-me uma coisa que me lançou num modo de viver até então incompreensível. Não, não estou tentando entender. Não se trata de entender; simplesmente constatar. Eu vivia confiante no meu lado direito, como se ele, para o sempre, me garantisse a escalada confiante do viver. Eu, ilusoriamente, nada queria saber do lado incipiente, inepto, de mim; como se ele inexistisse em sua potência desorganizadora. Às vezes, quase num pesadelo, ele solicitava minha atenção, mas eu logo...

Um texto de gratidão e reconhecimento a Maria Auxiliadora Vidigal Cavalcanti de Souza – Pituca

"No final de março perdi uma amiga. Durante horas e horas perdi minha montagem humana. Não sei se terei uma outra para substituir a que perdi. Sei, também, que não se trata de substituir..." assim Laurinda começa seu lindo texto recheado pelas boas lembranças de seu convívio com Pituca. Confiram:     UM TEXTO DE GRATIDÃO E RECONHECIMENTO A MARIA AUXILIADORA VIDIGAL CAVALCANTI DE SOUZA – PITUCA. M. Laurinda R. Sousa Abril/2026 No final de março perdi uma amiga. Durante horas e horas perdi minha montagem humana. Não sei se terei uma outra para substituir a que perdi. Sei, também, que não se trata de substituir... Quando Gisela Haddad me sugeriu escrever sobre ela para o Blog,   pensei em   muitos caminhos; fragmentos de conversas, cenas das reuniões no Sedes, na casa dela, na minha, nos consultórios, nos encontros psicanalíticos, no grupo com Barbara Heliodora para ler Shakespeare, nas longas conversas sobre a vida, nas confidências da intimidade...