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Poiética. A escola que queremos

Quer conhecer um pouco da estória do livro recém-lançado "A escola que queremos. Utopias desejantes" organizado por Alcimar Alves de Souza Lima, Esméria Rovai e M. Laurinda R. Souza ? Confira   POIÉTICA. A ESCOLA QUE QUEREMOS Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos ...para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. João Cabral de Melo Neto Ou construímos escolas de qualidade, ou teremos que construir penitenciárias. Darcy Ribeiro Poiética. Poesia. Ética. Política. Em defesa da Democracia; sempre em construção. Essas seriam boas palavras-condensação para o encontro realizado no sábado, 12 de junho de 2026, na Livraria da Vila. Um encontro para o lançamento do livro A escola que queremos. Utopias desejantes , publicado pela Editora Blucher. [1] Quiseram as circunstâncias que o lançamento ocorresse num momento muito favorável: estamos às vésperas das eleições e a Educação, como sabe...

Um pouco do Grupo de Transmissão e Estudos em Psicanálise (GTEP)

Quer conhecer um pouco mais sobre a história do GTEP (Grupo de Transmissão e Estudos em Psicanálise)? Confira o texto abaixo:   UM POUCO DO GRUPO DE TRANSMISSÃO E ESTUDOS EM PSICANÁLISE (GTEP) O GTEP é um trabalho construído a muitas mãos, porém, buscamos preservar, nos manejos de cada encontro com o grupo, a autonomia daqueles que estão no campo, afinal, “é seu corpitcho que está na reta”, como dizia Leonor Rufino sobre o lugar do coordenador de seminários do GTEP. Trabalho por vezes solitário, pois estamos sozinhos em lugares distantes de São Paulo, com a delicada tarefa de transmitir a psicanálise em sua complexidade teórico-clínica, para grupos oriundos de culturas e formações bastante diversas. Participar do GTEP é gostar de puxar mala de rodinhas pelos aeroportos e encontrar prazer em mergulhar - num bloco concentrado de horas - em uma relação intensa e extensa com aqueles que nos procuram. E, ainda que o trabalho não se resuma apenas à coordenação dos seminários, t...

À minha eterna analista brilhante

Em seu texto comovente, Fernanda Galvão presta homenagem à sua analista Camila Munhoz e nos fala sobre a dor de sua perda.   À minha eterna analista brilhante Fernanda Galvão Eu andava no parque quando recebi a mensagem de que nossa sessão tinha que ser cancelada - “está tudo sob controle, é uma doença com a qual convivo há décadas, até semana que vem!”. É duro demais constatar que a vida realmente não dá garantias - o que sempre falávamos, quando eu tentava dar conta de certas angústias. A semana que vem não aconteceu. Durante pouco mais de três meses senti o acolhimento de uma rede de psicanalistas que me mandavam notícias semanais, às vezes diárias. Enquanto isso eu esperava esperançosa pela volta das nossas sessões. Em certo momento começaram a me sugerir procurar alguém pra conversar. Eu pensava nisso e logo desistia. A Camila era (e essa estranheza em falar no passado) uma analista brilhante, a mais brilhante que tive. Tinha a capacidade de amarrar a sessão de um...