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Um pouco do Grupo de Transmissão e Estudos em Psicanálise (GTEP)

Quer conhecer um pouco mais sobre a história do GTEP (Grupo de Transmissão e Estudos em Psicanálise)? Confira o texto abaixo:   UM POUCO DO GRUPO DE TRANSMISSÃO E ESTUDOS EM PSICANÁLISE (GTEP) O GTEP é um trabalho construído a muitas mãos, porém, buscamos preservar, nos manejos de cada encontro com o grupo, a autonomia daqueles que estão no campo, afinal, “é seu corpitcho que está na reta”, como dizia Leonor Rufino sobre o lugar do coordenador de seminários do GTEP. Trabalho por vezes solitário, pois estamos sozinhos em lugares distantes de São Paulo, com a delicada tarefa de transmitir a psicanálise em sua complexidade teórico-clínica, para grupos oriundos de culturas e formações bastante diversas. Participar do GTEP é gostar de puxar mala de rodinhas pelos aeroportos e encontrar prazer em mergulhar - num bloco concentrado de horas - em uma relação intensa e extensa com aqueles que nos procuram. E, ainda que o trabalho não se resuma apenas à coordenação dos seminários, t...

À minha eterna analista brilhante

Em seu texto comovente, Fernanda Galvão presta homenagem à sua analista Camila Munhoz e nos fala sobre a dor de sua perda.   À minha eterna analista brilhante Fernanda Galvão Eu andava no parque quando recebi a mensagem de que nossa sessão tinha que ser cancelada - “está tudo sob controle, é uma doença com a qual convivo há décadas, até semana que vem!”. É duro demais constatar que a vida realmente não dá garantias - o que sempre falávamos, quando eu tentava dar conta de certas angústias. A semana que vem não aconteceu. Durante pouco mais de três meses senti o acolhimento de uma rede de psicanalistas que me mandavam notícias semanais, às vezes diárias. Enquanto isso eu esperava esperançosa pela volta das nossas sessões. Em certo momento começaram a me sugerir procurar alguém pra conversar. Eu pensava nisso e logo desistia. A Camila era (e essa estranheza em falar no passado) uma analista brilhante, a mais brilhante que tive. Tinha a capacidade de amarrar a sessão de um...

Uma homenagem a querida Camila Munhoz

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Passagens

Próximos à uma elei ção em que ou se escolhe manter a Democracia ou se entrega o país às marcas fascistas de nossa história, Maria Laurinda opta p or manter a poesia e a abertura para o sonho, para a imaginação e o inesperado. Confira.   PASSAGENS Setembro/2026 No Sertão a pedra não sabe lecionar, e se lecionasse, não ensinaria nada;  lá não se aprende a pedra: lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma João Cabral de Melo Neto Em todas as distopias e fascismos do século XX, há a proibição à leitura, o controle da Educação e do pensamento. Nas religiões temos uma devoção à palavra, mas muito facilmente essa devoção é à palavra instituída, à palavra já dada. Não à palavra aberta, à palavra do inesperado, à palavra poética.  Antonio Cândido, na contracorrente dessa tendência, propôs em um de seus ensaios, em 1988, o Direito à Literatura como um dos Direitos Fundamentais, considerando-o um bem indispensável para a formação crítica e para a humanização. Nestes t...