Pelo dia Internacional da Visibilidade Trans, 31 de março
Oggy e Luisa, ambos pessoas trans que colorem o Departamento de Psicanálise, nos lembram que suas existências têm nome, sobrenome, desejo, paixões.
PELO DIA INTERNACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS, 31 DE MARÇO,
uma declaração ao mundo, à psicanálise, ao Sedes:
Nós existimos.
Existimos nas múltiplas formas do ser,
nas frestas, nas margens, nos centros que reinventamos.
Nós nos reencontramos,
e, onde antes nos disseram “não”,
inscrevemos o nosso “sim” como ato, como rasgo, como nascimento.
Nossa existência excede as bordas da metafísica clássica,
transborda os enquadres da Psicanálise,
e, ainda assim, a convoca
a rever seus conceitos, a escutar seus silêncios,
a se haver com aquilo que retorna: o recalcado que somos.
Somos aquilo que irrompe
nos lugares onde o desejo foi interditado.
Somos travessias,
de ousadia, de reinvenção, de vida que insiste.
Luísa: flor de espinhos,
travesti, atriz, psicanalista,
talvez a primeira a inscrever seu corpo e sua escuta
no Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.
E esta voz que fala,
psicanalista que também se faz no divã,
no divino e inquietante mundo de Oggy,
talvez o primeiro homem trans negro
a habitar esse mesmo espaço.
Somos dois.
E não estamos sós.
Somos dois,
e desejamos ser abertura, passagem,
prenúncio de muites que ainda virão.
Por uma Psicanálise em travessia.
Este texto foi escrito por Oggy Nzazi Barbosa Zizo, homem trans, preto. psicanalista em formação no primeiro ano do curso do Departamento de Psicanálise, Educador Popular e Reduto de Danos.
Faz menção a Luísa Godoy, que concluiu o curso de Psicanálise em 2025 e segue como aspirante a membra do Departamento de Psicanálise.
Ambos membres do Grupo Generidades: gênero, sexualidade e desejos do Departamento de Psicanálise
Parabéns, por nos deixar a par de tema, tão inquietante 👏
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