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Quem tem medo da descriminalização do aborto?

Neste mês vimos o avanço na Argentina da proposta de descriminalização do aborto. Veja a seguir um texto que discute este acontecimento e o tema do aborto articulados a outras questões como saúde pública, saúde mental e as representações psíquicas e sociais acerca da mulher. Quem tem medo da descriminalização do aborto?                                                                                               Helena Canto Gusso,  Julia Fatio,  Paula Rojas,  Renata Conde (1) Em 1970, Simone de Beauvoir escreveu um manifesto na França em favor da descriminalização do aborto. No texto, assinado por ela e mais 342 mulheres, se lia:  Um milhão de mulheres na França têm um abor to a cada ano. Condenado ao sigilo, eles têm aconte...

Racismo e simbolização

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No último dia 9 de junho realizou-se no Sedes Sapientiae a segunda parte do evento  Questões sociais e políticas na história da psicanálise: ontem e hoje , evento que se propôs a resgatar na história da psicanálise, autores que se mantiveram esquecidos como Otto Gross, Sabina Spielrein, Frantz Fanon, Erich Fromm entre outros, mas que trabalharam no campo social e político e promoveram mudanças sociais e subjetivas significativas. Fanon,por exemplo, médico psiquiatra negro, nascido na Martinica, foi um importante pensador sobre as questões raciais. A convite do  Blog  Cristiane Abud , uma das organizadoras do evento, apresenta um lindo texto sobre o tema. Confiram:  Racismo e simbolização Cristiane Curi Abud Há alguns anos tenho me aproximado da problemática do racismo e o negro no Brasil e tem me intrigado o tremendo mal estar que o tema desperta em todos os lugares onde é discutido. Alguns colegas nomeiam essa mal ...

Texto sobre a mesa - A LÍNGUA ERRANTE / O APÁTRIDA - Evento Deslocamentos

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Nos dias 04 e 05 de maio de 2018 aconteceu pelo Departamento de Psicanálise do Sedes Sapientiae o evento  Deslocamentos ,  organizado pelo coletivo  Escutando a Cidade .   O tema pretendia abranger não só   os deslocamentos como conceito psicanalítico,mas como viagem, mudança de povos e/ou indivíduos de um lugar para outro e como experiência de descentramento do sujeito.  A convite do  Blog do Departamento  Maria Laurinda R. Souza escreveu um lindo texto sobre a mesa    A LÍNGUA ERRANTE / O APÁTRIDA. Confira: Corpos nômades. Línguas errantes Maria Laurinda R. Souza “Passar pelo silêncio e fazer dele sua vida, por esse ponto a que o escritor sempre volta, é ir a um limite da memória, lugar inaugural de um saber que perpassa sua obra: o saber do perdido, a volta aos lugares inóspitos do vazio, para viver com a despossessão, a partir da aprendizagem da incompletude, da não-totalização, que ele atravessa c...

Seriam os objetos mediadores capazes de burlar o trabalho do negativo presente no funcionamento psíquico dos pacientes-limite?

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Em 16 de abril o Departamento de Psicanalise realizou  no Sedes Sapientiae o evento   "ANNE BRUN - MEDIAÇÃO E COMPOSIÇÃO GRUPAL .  Anne Brun  é uma das mais importantes pesquisadoras do uso de objetos mediadores em tratamentos psicanalíticos.  Camila Junqueira escreveu um ótimo texto sobre o evento a convite do Blog do Departamento. Confiram!! Seriam os objetos mediadores capazes de burlar o trabalho do negativo presente no funcionamento psíquico dos pacientes-limite? Camila Junqueira Que analista nunca ficou perplexo diante das atuações de um paciente? Rupturas abruptas, silêncios prolongados e vazios, confusões com horários e pagamentos, ausências frequentes, recados nas secretárias eletrônicas ou no Whatsapp, entre outras angústias transferidas sobre o enquadre. Com a ampliação dos limites da analisabilidade a partir da década de 60, muito se produziu para ampliar nossa compreensão acerca do vasto campo das patologias-limite...

Leitura e informação: meios de se combater o racismo

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Leitura e informação: meios de se combater o racismo Em setembro de 2017 foi lançado o livro  O racismo e o negro no Brasil: questões para a psicanálise organizado por nossas colegas de Departamento Noemi Moritz Kon, Maria Lúcia da Silva e Cristiane Curi Abud. O livro é um desdobramento do ciclo de palestras realizado em 2012 pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientae sobre o racismo e o preconceito no Brasil e se propõe investigar as  "marcas psicológicas do racismo, seus efeitos na formação subjetiva, assim como o papel da psicanálise nesse contexto". E olha só que legal: o Clube do livro Panacéia ( www.panaceiaclube.com.br ), por meio de uma de suas curadoras, a psicanalista Maria Rita khel,  recomendou a sua leitura. Vale a pena dar uma olhada, ainda mais neste mês em que lembramos a assinatura da Lei Aurea em 1888. Já se passaram 130 da abolição da escravatura, mas esse capítulo da nossa história deixou marcas importantes na sociedade bras...

Tentativa de quê?

Tentativa de quê? Bruno Esposito, Laís Lima, Alessandra Balaban, Natalia Cruz Rufino Falamos a partir de uma experiência clínico-institucional com adolescentes e seus familiares, que são, muitas vezes, encaminhados após uma tentativa de suicídio. Recebemos pais e jovens em estado de urgência, criando-nos um impasse constante. No caso desta urgência ser aceita, passamos a tomar medidas como a intervenção medicamentosa, internação domiciliar ou hospitalar e a realização de diagnósticos precipitados. Por outro lado, uma postura analítica demasiadamente passiva e não responsiva pode lançar pacientes e familiares em um perigoso vazio, colocando em risco a vida desses adolescentes. Tomaremos aqui a adolescência como um trabalho intenso do psiquismo. Este período da vida, para Freud 1 , irrompe “como se escavasse um túnel numa montanha” (p. 195) - ao entrar nesse túnel perfurado de ambos os lados, torna-se necessário sair, renascer de outro jeito. Entra-se como um, mas nunca é ...